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    28 dez/15
    Conheça os tipos de descargas elétricas

    Você conhece os diferentes tipos de descargas elétricas existentes? Neste post vamos explicar quais são e como eles acontecem na atmosfera, continue a leitura e fique por dentro!

    O que são as descargas elétricas

    Antes de falarmos sobre os tipos de descargas elétricas, vamos tentar entender o que são descargas elétricas ou raios como são conhecidos.

    Um raio é identificado por dois princípios, o trovão e o relâmpago. A descarga elétrica provocada pela diferença de potencial entre duas porções de matérias (terra ou nuvem) ioniza o ar em um percurso criando um plasma que emite radiação eletromagnética. Parte dessa radiação é emitida em forma de luz, a esse fenômeno denominamos o nome de relâmpago. Ao liberar este plasma, o ar se expande rapidamente gerando uma onda de choque sônica, a este fenômeno denominamos trovão.

    Os raios ocorrem, pois no interior das nuvens ocorre uma eletrificação que provem da mudança de distribuição de cargas. A descarga inicia quando o campo elétrico produzido por estas cargas excede a capacidade isolante, também conhecida como rigidez dielétrica, do ar em um dado local na atmosfera, que pode ser dentro da nuvem ou próximo ao solo. Quebrada a rigidez, tem início um rápido movimento de elétrons de uma região de cargas negativas para uma região de cargas positivas. Existem diversos tipos de descargas, classificadas em função do local onde se originam e do local onde terminam.

    Descargas nuvem-solo

    As descargas nuvem solo, como próprio nome diz, têm sua origem na nuvem e seu caminho final no solo. São as mais comuns em nosso cotidiano e por esta razão as mais estudadas. Este tipo de descarga pode ser subdividido em duas modalidades dependentes da sua polaridade, os negativos e os positivos.

    As descargas nuvem solo negativas equivalem a cerca de 90% das emissões de raios desta natureza, estes se originam no interior das nuvens que são carregadas negativamente e são descarregadas no solo.

    As descargas nuvem solo positivas são mais raras mais não improváveis, ela se da normalmente no tipo de nuvens chamadas de cúmulo-nimbo, que são nuvens de formato achatados e planos. Apesar de serem raras as descargas positivas se caracterizam por serem mais destrutivas do que as negativas podendo o pico de corrente chagar a marca dos 200kA enquanto que em descargas negativas a corrente de descarga inicial e tipicamente de 30kA.

    Descarga intra-nuvem

    As maiorias das descargas elétricas ocorrem nesta modalidade. As descargas intra-nuvem como o próprio nome diz, ocorre entre o interior das nuvens cúmulo-nimbo carregada negativamente e segue em direção acima desta, onde comumente concentram-se cargas positivas.

    Outro nome dado para raios intra-nuvem é “Anvil Crawler” (raio em árvore ou “raio aranha”, por parecer-se com uma teia de aranha se espalhando), devido às cargas serem tipicamente originadas abaixo ou dentro da bigorna (anvil), nas camadas superiores da Cumulonimbus, e normalmente geram várias ramificações que são assustadoras de se testemunhar. Esses relâmpagos percorrem grandes distâncias e se movem mais lentamente que os outros, sendo possível se observar claramente suas ramificações.

    Descarga solo-nuvem

    Quando temos uma estrutura muito alta como um prédio ou antena no alto do morro, ou ate mesmo um local onde as nuvens são mais baixas, podem ocorrer às descargas chamadas de solo-nuvem. Este tipo de raio se forma quando íons negativos atraem o líder, que ergue-se do chão e junta-se com os íons carregados positivamente em uma nuvem cúmulo-nimbo.

    Gostou de saber mais sobre os tipos de descargas elétricas? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário no post e mantenha contato conosco!

    Além disso, faça também, gratuitamente, o download do nosso Guia de Proteção Clamper. As descargas elétricas não serão páreo para você.

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    21 dez/15
    Como escolher disjuntores para proteger sua rede elétrica

    Já reparou que ao estar sozinha em casa, tomando um belo banho após um dia exaustivo, é o momento em que o chuveiro para de funcionar? A primeira coisa que pensamos é que ele queimou, mas calma, pode não ser que o disjuntor (ou chave de energia) “caiu”. O que fazer nesses casos? Como evitar que o disjuntor sempre desarme? Como ligar um disjuntor? Como comprar um disjuntor?

    Vamos responder essas e outras perguntas agora.

    O que é um disjuntor

    O disjuntor ou chave de energia é um equipamento de proteção eletromecânico e termomagnético que tem a função de proteger pessoas, bens e patrimônios contra possíveis curtem circuitos e sobrecargas no sistema elétrico. Alem disso o disjuntor também atua como uma chave para interromper o fornecimento do circuito caso este esteja passando por algum tipo de manutenção.

    Fusíveis já foram utilizados com a mesma finalidade dos disjuntores, porém, por apresentarem um ganho relativo de custo, benefício e facilidade na intervenção, flexível pela sua capacidade de adaptação a novas cargas e assegurando a continuidade de serviços, os fusíveis foram substituídos há algumas décadas em instalações elétricas, sendo muito raros atualmente. Outra imensa diferença entre eles é a possibilidade do disjuntor ser utilizado mais de uma vez: enquanto que um fusível deve ser descartado após entrar em ação, pois seu filamento interno se rompe inutilizando-o. Já um disjuntor desarma, sendo necessário apenas religá-lo manualmente no quadro de distribuição para seu funcionamento.

    Existem no mercado vários tipos de disjuntores que atendem especificas funções, para nosso caso, iremos realizar um estudo nos disjuntores de baixa tensão padrão IEC, que são os utilizados comumente em residências.

    Como um disjuntor atua para proteger sua rede elétrica

    Cada disjuntor é fabricado para proteger o circuito de uma determinada anomalia, podendo ser térmica, magnética, de sobretenção de subtenção, entre outros. Porem a forma com que os disjuntores respondem a esta anomalia é praticamente a mesma, desarmar. Os disjuntores de maneira geral podem ser vistos como uma chave que esta ligada em serie ao circuito e que ao detectar uma anomalia se abre fazendo a função de desarmar o sistema. Existem diferentes tipos de mecanismos, sendo os mais comuns nas instalações residenciais e comerciais os termomagnéticos, que combinam duas atuações muito eficientes.

    Atuação magnética

    Um atuador magnético (solenoide) é o responsável pela abertura do disjuntor quando há uma forte variação de intensidade de corrente que atravessa as expirais da bobina, criando assim um campo magnético capaz de mover o atuador de imediato, desfazendo o contato e interrompendo a passagem de corrente.

    Além desses tipos de situações, com atuação automática, os disjuntores também devem ser usados manualmente para abrir os circuitos, prevenindo qualquer acidente ou ainda impedindo maiores danos quando algo tiver acontecido a um aparelho, pessoa ou animal. Só assim pode-se assegurar a realização de manutenções em tomadas, interruptores e outros equipamentos elétricos ligados à rede.

    Disjuntores: atuação magnética

    Atuação térmica

    Lembra-se do exemplo que falamos no começo deste artigo. Pois bem, aquece disjuntor que desarmou quando você demora no chuveiro provavelmente tem uma função de atuação térmica.

    Os disjuntores térmicos possuem placas bimetálicas que ao serem expostas muito tempo por uma determinada corrente, esquenta e se deformam, ao se deformarem estas placas ligas a um sistema de molas desarma o disjuntor.

    Hoje e mais fácil encontrarmos no mercado dispositivos termomagnéticos que atendem essa exigência e a das atuações térmicas, como mostrado no desenho abaixo:

    Disjuntores: atuação térmica

    Como escolher disjuntores ideais para sua instalação

    Disjuntores com valores de corrente muito baixos em relação aos circuitos que protegem desarmam facilmente sem necessidade, já os com valores mais altos que o ideal deixa de oferecer proteção em momentos que precisariam da sua atuação. A escolha correta de um disjuntor depende da carga elétrica conectada, dos elementos que se deseja proteger e do orçamento disponível.

    Portanto, para escolher um disjuntor é preciso somar as correntes de todos os aparelhos que serão ligados num ambiente ou das lâmpadas que serão instaladas, conforme a divisão dos circuitos. Esta é uma escolha que costuma ainda envolver várias questões técnicas de instalação, como a fiação e o tipo de carga dos aparelhos para definição do comportamento dos disjuntores por isso devem ser feita com muita responsabilidade. Tanto para uma instalação nova como para uma substituição, é sempre recomendável consultar um profissional especializado. Lembre-se de que dimensionar um disjuntor corretamente é uma questão, acima de tudo, de segurança!

    Gostou de saber como escolher disjuntores para proteger sua rede elétrica? Tem alguma dúvida? Deixe um comentário abaixo!

    Para dúvidas sobre proteção de aparelhos elétricos, baixe nosso Guia. É gratuito!

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    01 dez/15
    Veja quais são as principais causas de acidentes elétricos

    Queimaduras, tonturas, formigamento, contração muscular, perda de sentidos e até morte, estas são algumas das consequências que um choque elétrico pode causar. Tudo vai depender da área do corpo humano em contato com o condutor, a intensidade da corrente elétrica, o percurso que a corrente elétrica fará no corpo e o tempo de duração do choque.

    O choque elétrico ocorre quando o contato entre um corpo (humano ou animal) e um condutor eletricamente carregado é feito. Neste momento o corpo recebe uma descarga de corrente elétrica fruto da diferença de potencial entre fase (condutor) e terra.

    Percursos da corrente elétrica em contato com o corpo humano.

    Fonte: FUNDACENTRO. Instalações Elétricas Temporárias em canteiros de obras, 2007.

    Números para refletir

    De acordo com a ABRACOPEL – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade -, 2014 apresentou um aumento de 17,7% no número total de acidentes envolvendo eletricidade em relação ao ano de 2013. Só nos casos de fatalidade em relação ao choque elétrico, o índice subiu mais de 6%. Ou seja, em 2013 ocorreram 592 casos de acidentes fatais com eletricidade e no ano passado o número subiu para 627 mortes. Os homens ainda são maioria esmagadora, com 560 casos contra 67 de acidentes fatais em que as vítimas são mulheres.

    Abaixo um gráfico que mostra os acidentes fatais por choque elétrico mês a mês. Fevereiro é o mês com maior número de casos e agosto, o menor.

    Fonte: Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade

    Outro dado importante levantado pela ABRACOPEL é o que se refere aos locais em que as pessoas sofrem tais acidentes. Se observarmos no gráfico abaixo, o local que se destaca é o ambiente residencial com 180 mortes.

    Fonte: Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade

    As principais causas e prevenções contra acidentes elétricos

    Existem inúmeras maneiras de ocorrer um acidente envolvendo eletricidade. Abaixo listamos algumas das mais comuns e como preveni-las. Lembre-se: fique atento a qualquer suspeita de perigo em redes e instalações. Em caso de dúvida, alerte um profissional qualificado ou as autoridades competentes.

    Primeiros passos

    Entender a causa dos acidentes elétricos e o risco que eles podem causar é o início para pensar em formas efetivas de proteção. Na dúvida sempre contate um especialista para ser orientado ou para realizar o serviço.

    Estava ciente dos riscos que a sua rede elétrica poderia apresentar? Deixe sua opinião nos comentários e sinta-se à vontade para expressar suas dúvidas a respeito!

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